Revistaria Fashion

Por Juliane Morais Istchuk

Sabe aquela sensação de folhear uma revista, se não, é como se em uma fração de segundo fosse capaz, e é, de parar o tempo por horas, e no fim o dia inteiro se esvaiu. Esse sentimento se dá por publicações que colocam a alma de um segmento em um emaranhado de palavras, frases e textos que transcendem assuntos capazes de elevar a mente e o coração de quem o lê. Isso parece papo de doido, não? Quando minha paixão por revistas nasceu às magazines estavam em seu ápice. Hoje fico horas para encontrar um título que me faça sentir assim.
Vogue, Harpers Bazaar, Lofficiel, FFMag, Use Fashion, Catarina, Trailer, Elle, Glamour, Revista Estilo e World Fashion são algumas das publicações de Moda que lutam bravamente para se manter no mercado editorial fashion. Vide os passaralhos (demissões em massa) em grupos editoriais que culminaram na extinção ou redução de profissionais nas redações. Será que estamos lendo pouco sobre a Moda por conta da crise ou por que as revistas não estão inovando no conteúdo? Fica a reflexão.
Ainda assim tento realizar uma curadoria na escolha de títulos que fujam da mesmice. Já tive muitos momentos de transcender a alma com essas leituras, hoje conto nos dedos quais ainda me fazem sentir assim. Não sei, vejo tanto mais do mesmo nas revistas, que prefiro eleger a que ainda traz uma esperança no fim do túnel para o jornalismo de Moda.
Existe Moda fora da Caixa, entende? O consumo pela literatura de Moda vem mudando.

Quando compro uma revista quero textão, quero profundidade, quero que o exemplar esteja em minha estante para que minha filha veja, minha neta se interesse e minha bisneta ache incrível como foi a época da vovó. Tenho lido algumas revistas nacionais e tenho a sensação que elas estão descartáveis. Juliane minha filha, qual o modelo de revista ideal? Não sei, se soubesse já estaria fazendo, mas estou tentando achar um norte por aqui.

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Qual revista ler, como interpretar? É o certo o que está ali? Primeiro, tudo o que está distante da sua realidade não é ruim, tente levar como referência. Fico radiante quando vejo marcas usando pessoas reais em campanhas, matérias, mas também gosto de ver algo diferente, algo que me faça sonhar. A Vogue, Harpers Bazaar,Lofficiel, etc, reproduzem muito o luxo. Mais da metade das pessoas que consomem a Vogue não tem condições de ter uma bolsa da Chanel, mas a ideia é essa, mostrar o que acontece nesse mercado, como é trabalhado o valor de uma marca, a história por trás da confecção de uma peça desejo e até mesmo mostrar que a Moda vai além da roupa.
As tendências surgem de acordo com pesquisas que são realizadas através de grandes bureaus que trabalham atrás delas, e o valor dessas pesquisas muitas vezes é inatingível para os leitores, empreendedores de Moda, pequenas confecções. As grandes revistas possuem acesso às descobertas e as traduzem para que todos possam ter contato por meio de matérias, ensaios fotográficos, campanhas e produções de moda de uma forma mais “democrática”.
Leia a publicação que te inspira, que dê o que você procura na Moda. Mas leia Moda. Fuja da rotina, intercale uma revista pop sobre Moda com um exemplar mais alternativo. Aqui coloco alguns títulos que ultimamente estão me fazendo pensar; Dobras, FFW, Trailer. Elas trazem entrevistas, matérias que me inquietam e me fazem pesquisar a respeito. Não entregam o ouro de bandeja, eles me instigam a ir além das palavras. E você, já pensou Moda hoje? Tá lendo o que e por que?

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